A história do ovo da Páscoa

É verdade, é a galinha que põe ovos mas foi o coelho quem ficou associado à Páscoa. Símbolo de fertilidade, juntou-se ao ovo na celebração do renascimento de Cristo. Antes da Páscoa cristã, já havia ovos da Páscoa para celebrar a Primavera. Se quer saber porque é que estes são tradicionalmente vermelhos em certos países e verdes noutros, leia este artigo sobre as tradições da quadra

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Quem nunca acordou na manhã do domingo de Páscoa para procurar ovos escondidos no jardim? Ou passou horas a pintar ovos que se partiam na tentativa de os esvaziar, alimentando gargalhadas e memórias familiares? Tradição milenar associada ao Cristianismo, os ovos da Páscoa têm uma origem ainda mais remota – e pagã. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, no Equinócio da Primavera, a 21 de março, já se trocavam ovos para celebrar o fim do Inverno e a chegada da estação das colheitas, mais amena e com promessa de abundância. Para obterem os benefícios dos “Deuses das Colheitas”, os agricultores enterravam ovos nas suas terras.

Esta celebração pagã do festejo da Primavera diluiu-se mais tarde nas celebrações da Páscoa cristã e da Semana Santa, que assinalam a morte e ressurreição de Jesus. Nessa altura, o ovo passou a transportar consigo o simbolismo do renascimento de Cristo. Começaram a pintar-se ovos de galinha, de cores garridas, para festejar. A arte de colorir e decorar ovos na Páscoa desenvolveu-se muito na Europa de Leste. Os ortodoxos em particular especializaram-se em fazer verdadeiras obras de arte. Da Rússia à Grécia, existe a tradição de pintar os ovos de vermelho, representação do sangue de Cristo. Cozidos e pintados de rubro, as celebrações Pascais culminam numa luta de ovos. Hábitos bem diferentes dos lusitanos…

Na Bulgária, igualmente, a tradição manda que se pintem os ovos de vermelho. Estes são cozidos e pintados a seguir à missa da Quinta-Feira Santa. Os pães pascais (“kolache”) acompanham este costume, e um deles é especialmente decorado com ovos vermelhos em número ímpar, seguindo para as celebrações litúrgicas na madrugada de sábado. Pães e ovos são abençados e regressam a casa para se oferecerem a padrinhos, pais, família e amigos. Após a missa à meia-noite e nos dias seguintes, os ovos são partidos. Um deles é quebrado na parede da igreja – e esse é o primeiro ovo a comer-se após o jejum da Quaresma. No domingo de Páscoa, após o almoço, segue-se outra tradição divertida: a da quebra dos ovos. Cada pessoa escolhe um e bate contra o ovo dos seus acompanhantes. O último a ficar com um inteiro terá um ano de sorte, dizem.

Noutros países, a cor dominante dos ovos de Páscoa muda. Na Alemanha, por exemplo, os ovos são tendencialmente verdes, de tal modo que a Quinta-Feira Santa é conhecida como “Quinta-feira Verde”. Na Arménia, pintam-se motivos religiosos nos ovos – a Virgem Maria ou o Cristo -, e na Polónia são mergulhados em cera, e depois gravados com inscrições. Cada país desenvolveu as suas tradições.

ADAPTAÇÕES: COELHOS E OVOS DE CHOCOLATE

As principais modificações aos ovos de Páscoa começaram a surgir por influência dos monarcas europeus. Eduardo I de Inglaterra, no século XIII, presenteava os seus súbditos favoritos com ovos banhados a ouro. Em França, Luís XIV, o poderoso “Rei Sol”, nos séculos XVI e XVII, também os oferecia na Páscoa, pintados e decorados. O seu sucessor, Luís XV, ofereceu à sua amante Madame du Barry um ovo enorme, com a estátua do Cupido no seu interior. Conta-se que a consorte terá desmaiado com a emoção… Esta criação inspirou o joalheiro Peter Karl Fabergé, na corte russa, a conceber os famosos ovos Fabergé, a partir de 1885, quando o Czar Alexandre III encomendou o primeiro ovo para a sua esposa, Maria Fedorovna. No interior deveria estar uma “surpresa inesquecível”, deixada ao critério do joalheiro.

Ficaram célebres os Ovos da Páscoa Imperiais que Fabergé criou entre 1885 e 1916, altura em que a revolução bolchevique de 1917 pôs termo à produção de luxo. Produziram-se 56 obras-primas, com materiais e mecanismos únicos – que mais tarde atingiriam quantias astronómicas em leilão (em 2002, um ovo imperial de Fabergé foi vendido pela Christie’s por 8,5 milhões de euros).

O chocolate foi a última “transformação” dos ovos da Páscoa. A partir do século XVII, quando o cacau começou a chegar do Novo Mundo para o fabrico de chocolate na Europa, estendeu-se ao ovo pascal. Os chefes pasteleiros franceses começaram por rechear ovos de galinha com chocolate, depois de o esvaziarem de clara e gema e pintá-los por fora. No fim do século XIX, os ovos passaram a ser inteiramente feitos de chocolate, graças aos moldes, como acontece ainda hoje. Seguindo a tradição mais usual, escondem-se os ovos no jardim e incentiva-se as crianças a encontrá-los. Na Casa Branca, nos EUA, residência oficial do presidente, desde 1870 que as crianças brincam naquele relvado com os seus ovos da Páscoa. No início, os petizes viam quem os conseguia atirar mais longe. Hoje, o evento continua a ser gratuito para crianças dos 3 aos 6 anos, acompanhadas dos pais (mediante inscrição).

In expresso.pt

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